Meus depoimentos

MINHA EXPERIENCIA COM A PALAVRA ESCRITA!!

Quando li as exigências do fórum, tentei lembrar-me de como foi que aprendi a ler.... E não conseguir! Mas, no entanto, junto como  minha colega de classe no fundamental I, lembrei-me de como eu aprendi a escrever, foi através do silabário. Até há algum tempo atrás a leitura não era meu forte, não me agradava ter que ler, porém teve um acontecimento em minha vida, no ano passado, que me fez enxergar a leitura como uma porta que se abre a compreensão do mundo.
Eu sou professora alfabetizadora, no ano passado tive uma aluna (7 anos) que era a minha alegria, uma menina cheia de feridas da vida, a mãe havia deixado ela com os outros dois irmãos menores aqui em minha cidade e ido embora para São Paulo, ela morava com a avó, o pai, a tia, o tio, os primos... ela não tinha tempo de fazer tarefa porque a vó colocava ela pra fazer o serviço da casa e cuidar dos irmãos. Um dia ela chegou chorando dizendo que a vó havia expulsado ela de casa e que quando chegasse as coisas dela estaria na rua, ela veio pedir pra mim se podia morar comigo porque ela gostava muito de mim e me achava muito inteligente, porque eu conseguia fazer ela enxergar o mundo através das palavras. Perguntei como assim? Ela disse: "todos os dias quando você conta uma história pra gente, eu vejo o mundo."
Foi a partir desse dia que eu me apeguei na leitura, não deixo de contar histórias para meus pequenos, pois âs vezes algum deles precisa também enxergar o mundo.
Quando eu li o depoimento da Marilena Chauí onde ela diz: "Eu costumo falar do esplendor do livro porque ele abre para mundos novos, ideias e sentimentos novos [...]", eu me lembrei dessa aluna, finalizando um dia quando eu chego na escola pra abrir a porta da sala, vejo ela lendo um cartaz que estava na porta da sala, ela sorriu e disse: "Já sei ler o mundo!". Hoje ela voltou para São Paulo e não tive mais noticias.
TATIANA



Olá pessoal, tentarei relatar resumidamente o meu gosto pela leitura:
     Como muitos amigos já mencionaram também fui alfabetizada com a cartilha “Caminho Suave” e me lembro que em casa, minha mãe, que não tinha nem a 4ª série na época, se via em apuros, pois eu sempre queria estudar a lição em casa, antes que a professora passasse na sala. Com muita dificuldade minha mãe me ajudava e eu sempre sabia as lições antes de meus colegas. Para meus pais era questão de honra ver os filhos estudados, pois não tiveram oportunidade quando eram crianças. Passei toda a infância na zona rural, muitas vezes não tinha energia, e me lembro que meus pais costumavam contar longas histórias, muitas delas ouviram quando era crianças, e nós adorávamos. Às vezes meu pai pedia em armazéns da cidade, jornais e revistas velhas que serviam de embrulho  e trazia para que eu lesse para ele (meu pai é analfabeto). Meus pais ficavam encantados e diziam que um dia eu seria professora. O que eles disseram hoje é fato e me orgulho de ter realizado o meu sonho, que era de ser professora, mas também ter realizado o sonho de meus pais. Hoje sei que parte do sou veio do estímulo que eles me deram na infância.
     Aprendi com meus pais e sempre incentivei meus filhos quanto à necessidade da leitura: os levo desde pequenos à biblioteca para empréstimos de livros, compro coleções de livros de histórias infantis e revista de seus interesses. Sempre que podia contava ou  histórias na hora de dormir.
Hoje meus filhos já lêem seus livros e também são freqüentadores da biblioteca, sei que apreciam a boa leitura.
     Sempre li muito: desde os livros oferecidos na escola até jornais e revistas. A biblioteca de minha escola contava com apenas uma prateleira de livros doados e eu li todos. Minha professora de Português começou trazer livros de sua casa, pois não havia livros diferentes na escola, muitos eram da coleção Vagalume e eu me deliciava com as aventuras, deixando até de brincar com meus amigos para saborear a leituras. Aos poucos comecei ler para as crianças menores que moravam na mesma fazenda e era prazeroso contar histórias para os outros. Havia também uma senhora que era analfabeta e enxergava pouco que me pedia para que eu lesse pequenos livros ou trechos da bíblia. Essas experiências contribuíram para que eu gostasse cada vez mais de ler.
     Há li livros que já li várias vezes e indico para meus amigos e alunos como: “O Pequeno Príncipe”, “Olhai os lírios do campo”, “Fernão Capelo Gaivota”.Recentemente gostei muito de ler os livros do padre Fábio de Mello e de Augusto Cury, recomendo também os livros : “O caçador de pipas”, “A menina que roubava livros”, “Laços do passado”,  “A cidade do Sol”. 

LEONILDA



Como foi colocado pela PCNPs, Jucerley (Português), analisei que não há como nos comunicarmos, a não ser através dos gêneros de texto orais ou escritos. Os gêneros textuais, como construtos de natureza social, linguistico e cognitivo, funcionam como modelos de referência para o usuário da língua e são processados pelo sujeito, automaticamente, intuitivamente no intertexto, em situações imediatas de uso (gêneros primários), ou através de metarreflexão, em situação de aprendizado formal para os gêneros mais complexos.
Começo meu depoimento voltando ao passado. nada em nossas vidas é tão fácil, passei por uma pequena dificuldade em minha infância com relação à leitura. Quando cursava a 2ª  série do ensino fundamental, tinha uma dificuldade em ler apenas uma palavra do texto da cartilha caminho suave, adorava observar as figuras e desenhos, despertava meu interesse. Minha mãe introduzia a leitura pra mim no que foi desencadeando apenas aquela palavra que não saia correto e de repente estava eu lendo tudo perfeito, e  o livro que eu não esqueço era "Meu pé de laranja lima." A partir de varias leitura fui tomando gosto pra outras como: fábulas, contos e historinhas e foi aumentando meu interesse a cada nova história. Hoje sei o quanto isso faz a diferença em minha vida, e graças a minha mãe por ela ter me apoiado sempre.
Penso e compreendo o quanto é importante à leitura e a escrita na vida de uma pessoa, graças a essas conquistas é que muitos se integram abrangentemente em meio aos grandes desafios que a sociedade tende a nos oferecer. A leitura, o cálculo, a interpretação e a escrita devem ser inseridas na vida de todos, pois, sem essa interatividade seremos apenas mais um, que não fará a diferença na sociedade.


RENATA

O uso da história da matemática contribuiu sim para a competência leitora e escrita do aluno, estamos vivendo momentos de transformações, acredito que este seja um pré-requisito  que contribua muito para a formação integral do aluno.

MARIA DE LOURDES 

Não lembro de quando comecei a ler,mas lembro da minha professora e como ela era carinhosa e calma, sempre que precisava ela estava ali pegando na minha mão me ajudando a escrever,lembro das musiquinhas do alfabeto que colocada da formação das sílabas que fazia e das histórias que contava.
 No ensino fundamental lembro que lia muitos textos dos livros didáticos, mas o que me recordo é da professora de português que fazia a turma ler um livro por bimestre,confesso que não gostava, mas hoje vejo a importância da leitura e da escrita em nossas vidas,pois a leitura nos enrique cada dia,hoje incentivo demais meus alunos a lerem. 
                                                                                                                      Jane

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